imagem: Jia Lu, Illuminated
"EM CADA CORAÇÃO HÁ UMA JANELA PARA OUTROS CORAÇÕES.ELES NÃO ESTÃO SEPARADOS,COMO DOIS CORPOS;MAS,ASSIM COMO DUAS LÂMPADAS QUE NÃO ESTÃO JUNTAS,SUA LUZ SE UNE NUM SÓ FEIXE."
(Jalaluddin Rumi)
A MULHER DESPERTADA PARA SUA DEUSA INTERIOR,CAMINHA SERENAMENTE ENTRE A DOR E AS VERDADES DA ALMA,CONSCIENTE DA META ESTABELECIDA E DA PLENITUDE A SER ALCANÇADA.
BLOG COM MEUS POEMAS:
http://desombrasedeluzanna-paim.blogspot.com/
"EM CADA CORAÇÃO HÁ UMA JANELA PARA OUTROS CORAÇÕES.ELES NÃO ESTÃO SEPARADOS,COMO DOIS CORPOS;MAS,ASSIM COMO DUAS LÂMPADAS QUE NÃO ESTÃO JUNTAS,SUA LUZ SE UNE NUM SÓ FEIXE."
(Jalaluddin Rumi)
A MULHER DESPERTADA PARA SUA DEUSA INTERIOR,CAMINHA SERENAMENTE ENTRE A DOR E AS VERDADES DA ALMA,CONSCIENTE DA META ESTABELECIDA E DA PLENITUDE A SER ALCANÇADA.
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sábado, 30 de julho de 2011
O CAMINHO DA DEUSA
Enlouqueci ou a Musa chama-me?
Não a ouves?
Não a ouves nas folhas que sussurram,
na voz suave do vento, no riso da água?
Não a ouves?
Se é loucura, que eu enlouqueça!
Que eu parta em busca dela, gritando
ao céu brilhante: desce deusa que cantas, desce:
traz-nos a tua música imortal:
O som das flautas que tocam como o vento
sobre a erva que se curva, ao som das cordas tangidas
como a súbita luz do Sol, o som límpido
da tua voz que emociona o mundo inteiro.
Patricia Monaghan
“Sem mãe não se pode amar, sem mãe não se pode morrer”
- Deste trecho salienta-se sem dúvida a importância da Mãe iniciadora, da Mãe que dá a vida e a morte...Quando se conclui que sem Mãe não se pode amar nem morrer, está-se a dizer mesmo sem querer que a sociedade patriarcal ao matar a mãe e anular a mulher está a impedir todos os seres de amar e de saber morrer, porque só se pode saber morrer amando a vida e quem nos dá a vida e representa as forças da própria Terra. Quem não ama a mãe, não respeita as mulheres, não pode respeitar a natureza. É por isso que o mundo se encontra neste estado de desequilíbrio e guerra onde os filhos sem mãe ou os filhos da ”puta” que os homens criaram ao dividir a mulher em duas, só sabem odiar e matar e ver no próximo um inimigo a abater.
Sem a Grande Mãe, sem a Deusa e sem o princípio feminino o Mundo caminha para um caos em que as sociedades belicosas e falocráticas se armam e recorrem aos exércitos para se defenderem e atacar em vez de se darem e amarem como seres humanos e fraternos. Vivemos num mundo às avessas...em que as mulheres divididas em si lutam umas contra as outras em vez de se unirem...e fazerem tudo para salvar o Planeta…
Rosa Leonor
http://rosaleonor.blogspot.com/2011/07/o-chamamento-da-musa.html
Imagem: Josephine Wall
sexta-feira, 22 de julho de 2011
É HOJE...
É hoje e não amanhã que nós nos temos de transformar
em deusas…dando lugar ao nosso lado escondido, enfrentando a nossa sombra, trazendo à superfície a mulher oculta, a mulher verdadeira, aquela que nos não ensinaram a respeitar e a amar…aquela que dividiram e separaram em duas logo em criança, aquela que nos disseram que era má porque não era obediente...aquela que castraram mal começou a sentir esse outro lado que intuía, esse lado grande e mágico, porque essa é a verdadeira magia e mistérios da mulher…
O meu trabalho não é propagar coisas passadas e míticas ou estranhas e bizarras, coisas estapafúrdias de videntes e cartomante ou de grandes magas patológicas, de grandes feministas e os seus grandes feitos…sem qualquer relação com a mulher dos nossos dias, sem uma relação direta com cada mulher de hoje.
Eu não falo só de arquétipos, de representações e símbolos, de deusas da mitologia grega ou romana, os seus ciúmes e as suas raivas … falo da mulher viva e da deusa viva na mulher…da mulher comum, da mulher vulgar, de qualquer mulher! Falo de como a Igreja separou e dividiu depois as mulheres ao longo dos séculos nas imagens de Maria, a mãe, Virgem imaculada e amante, Maria Madalena a pecadora! Como dividiram a mulher entre a santa e a pecadora…essa foi a grande cisão da nossa natureza em duas…
Eu sei que esta noção da mulher ser igual à deusa é muito difícil de integrar na realidade e no nosso dia-a-dia; sei que a consciência do feminino essencial, o lado místico e interno, para poder aparecer como uma coisa natural e inerente ao facto de ser-se mulher é muito, muito, difícil; e afinal ele é apenas esse seu lado subjectivíssimo que ela não deixa aparecer como uma realidade visível, tornando-se quase impensável falar de si e como se sente, porque tem medo do ridículo e porque ainda está presa em estereótipos e recalcada até à medula e portanto as deusas não passam de teorias bonitas e imagens fantásticas fora de si e tudo o que se escreve resulta em meras teorias sobre deusas neste e naquele tempo e os seus cultos e crenças ou rituais…E até podem haver práticas e fazerem-se reuniões, haver grupos bem-intencionados, mas se a ligação das duas mulheres não se faz primeiro dentro de cada mulher e nem sequer se pensa nessa divisão inicial da Eva e da Lilit, se não se tem qualquer consciência dessa divisão em si, da necessidade de integrar a “outra” não importa que outra, isso acabará por desunir as mulheres e acabar com os grupos…porque as mulheres lutam entre si e com as suas rivais, aquelas que representam no grupo a sua sombra.
E a nossa sombra reflete-se (in) justamente naquela que rejeitamos e tememos, não importa que nome lhe demos, por isso, temos que antes de qualquer caminho, iniciação ou ritual olhar e validar esse outro lado de nós…e se não é esse o primeiro trabalho da mulher consigo não chegaremos a nenhum lado e tudo que faremos é contar lindas histórias para nós e uma às outras. Desse modo nunca sairemos do mesmo plano em que nos colocaram os patriarcas e as religiões porque estaremos a evocar também religiões e rituais do passado e pior do que isso, eles foram deturpados por centenas de anos e não sabemos como. Se não percebermos que é dentro de nós que tem de haver a mudança e que este é o ponto essencial, o da integração das duas mulheres em nós, e que este sim, tem de ser forçosamente o ponto de partida para qualquer começo do caminho da Deusa, então não percebemos nada da Mulher nem da Deusa!
(rosaleonorpedro)
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