Lanço-me ao Fogo e em meio às chamas
minhas próprias entranhas se desfazem em pleno ar!
Falo com a Terra, preciosa terra
que me embalando em seu silêncio insiste amorosamente em me velar...
Acompanho a Àgua, doce água,
que me lança no berço do inconsciente, sempre ciente
e me despe de fugas, deslizando sempre em cada ponto fugaz de mim...
trazendo para mim lembranças que insisto sempre em desfocar...
Esvaio-me no Ar, rebelde ar,
como palavra de outrora deixada ao vento,
num amargo alento de um dia frio, que jaz, para sempre, a se findar...
Vou, enfim, rumo às estrelas...natimortas estrelas, que brilharam, um dia, que já não existe mais.
Volto do meu Universo, profundo uni-verso, transcrevendo em meu corpo a história em prosa, profunda prosa, reinventando-me em meio a tantos desalentos.
Verto em ouro a lama colossal do lótus, guerreiro lótus,
que se alcança os céus porque de seu lodo permeado levanta vôos junto a minha alma.
Consagro-me em espírito. Quem sabe, alma?
Talvez consciência; um dia, quem sabe, seja...agora não sei, não me interessa...
Pois falo, calo, choro e silencio
bradando uma sinfonia invisível de elementos que batem, como muro, em seu continente, doce continente, que de mim nada sabe além de me perder...
Acho-me sempre, para sempre me perde, o sempre que se renova
num dia como o outro, mas morre, sem vingar, na efemeridade do hoje que nunca aconteceu...
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