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Não é de se espantar que a maioria das mulheres contemporâneas “amaldiçoe” seus ciclos menstruais, afinal foram arrancadas de seus ritos tradicionais nas Casas Menstruais, ou Tendas Vermelhas, para trabalharam durante o mês inteiro como se nada estivesse acontecendo durante um determinado período do mês.
A alimentação emocional que ocorria dentro dessas “casas”, o exílio voluntário da sociedade durante os três dias de fluxo intenso concedia a mulher uma necessária respiração de suas responsabilidades. Contavam com o tempo para refletir e conversar sobre o que havia se passado durante aquele mês, curando-se uma as outras, se preparando para o mês seguinte. E mais importante ainda, o poderoso e inexorável movimento descendente de apana vata (ar descendente), contribuía para recordar seus vínculos com a Grande Mãe, a Terra, o útero de onde todos nós viemos. Renovando esse vínculo, reativará, redespertará sua capacidade de receber a força e a energia de renovação e aprendizado da Terra que irá necessitar no próximo mês.
Quando as Casas Menstruais foram retiradas de nosso cotidiano, seu lugar foi rapidamente ocupado pelas Síndromes Pré-Menstruais, e diversos outros transtornos menstruais.

(...)Reserve um tempo só pra você.
Vivencie a dor. Verbalize. Expresse-a de forma consciente e criativa.
Existe um tempo para tudo. Encontre em qual momento do dia você deve estar só com você;
Saiba que se não estiver grávida na menstruação você vai “se parir”. Faça-o de forma criativa;
Ritualize-se; Você é sagrada. Seu corpo é sagrado; Seu Ciclo é o poder do Universo manifesto em você;
Se não honramos nosso sangramento e desenvolvermos um relacionamento consciente com ele, se não captarmos as mensagens que os nossos corpos nos enviam o poder volta-se contra nós.
http://http//ayurvedaparamulheres.blogspot.com/2010/08/danca-da-vida-feminina-o-ciclo_11.html
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